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Servomotor Siemens 1FK7: o que é, como funciona e como ler o código completo

FABRICANTE
Siemens
FAMÍLIA
SIMOTICS S 1FK7
TEMA
O que é, funcionamento e identificação
LEITURA
13 min

Resumo: o servomotor Siemens 1FK7 é um motor síncrono de ímãs permanentes, compacto, projetado para operar com o sistema de acionamento SINAMICS S120. Ele usa um sistema de encoder integrado para o controle de velocidade e posição, dispensa ventilação externa e é aplicado em máquinas-ferramenta, robôs, máquinas de embalagem e eixos auxiliares. A identificação correta depende do código completo da etiqueta: o tamanho, a rotação, o encoder, o eixo, o freio e o grau de proteção estão todos codificados nele.

01

O que é um servomotor Siemens 1FK7?

Segundo o manual de configuração da Siemens, os motores 1FK7 são motores síncronos de ímãs permanentes extremamente compactos. As opções disponíveis, as unidades de redução e os encoders permitem adaptá-los a cada aplicação, e o conjunto pode ser combinado com o sistema de acionamento SINAMICS S120. O manual informa que os motores são projetados para operar sem refrigeração externa, com o calor dissipado pela superfície do motor, e que têm alta capacidade de sobrecarga.

Nas páginas de produto do SiePortal, a linha aparece como “SIMOTICS S synchronous servo motor 1FK7”. Nas páginas consultadas, os códigos 1FK7 estão classificados como peça de reposição, com ciclo de vida “Prod. Cancellation” e indicação de sucessor 1FK7 Generation 2.

Duas condições de uso aparecem na tabela de características gerais do manual: a classe de isolamento do enrolamento do estator é F, e a altitude de instalação é de até 1000 m acima do nível do mar, havendo redução de potência acima disso.

02

Como funciona o servomotor 1FK7?

O 1FK7 trabalha como parte de um conjunto: o motor, o encoder integrado e o conversor SINAMICS S120. O manual descreve quatro elementos que definem esse funcionamento.

1. Motor síncrono de ímãs permanentes

O manual classifica o 1FK7 como motor síncrono de ímãs permanentes, com material magnético de terras raras.

2. Encoder: a realimentação de velocidade e posição

Os sistemas de encoder integrados permitem o controle de velocidade e de posição, e o tipo de encoder é escolhido conforme a aplicação. As opções estão detalhadas na seção 04.

3. Conversor SINAMICS S120: leitura e controle

O sinal de temperatura do motor é lido e avaliado no conversor, cuja malha de controle considera a característica de temperatura das resistências do motor.

4. Proteção térmica com sensor KTY 84

Um sensor KTY 84 (termistor PTC) fica no enrolamento do estator e é ligado pelo cabo de sinal. Segundo o manual, sua resistência é de aproximadamente 580 ohms a 20 °C e de aproximadamente 1000 ohms a 100 °C. Quando a temperatura do motor sobe, o conversor emite a mensagem “Alarm motor overtemperature”. Se esse sinal não for observado, o conversor desliga com a falha correspondente ao ser excedida a temperatura limite do motor ou a de desligamento.

03

Para que serve o servomotor 1FK7 na indústria?

O manual lista os seguintes campos de aplicação:

  • Máquinas-ferramenta;
  • Robôs e sistemas de manipulação;
  • Processamento de madeira, vidro, cerâmica e pedra;
  • Máquinas de embalagem, plásticos e têxteis;
  • Eixos auxiliares.

Entre os benefícios citados para a versão Compact estão a economia de espaço, pela alta relação potência/peso, o uso universal em muitas aplicações e a ampla gama de motores. Para a versão High Dynamic, o manual cita a resposta dinâmica extremamente alta, graças ao baixo momento de inércia do rotor.

04

Quais são os principais componentes de um servomotor 1FK7?

ComponenteO que o manual informa
Ímãs permanentesMaterial magnético de terras raras
Enrolamento do estatorIsolação classe F; sensor de temperatura KTY 84 integrado
Encoder (opcional na configuração)Incremental sin/cos 1 Vpp, 2048 sinais por rotação (S/R). Absoluto multivoltas EnDat, 2048 S/R nos tamanhos 1FK704 a 1FK710 e 512 S/R nos tamanhos 1FK701 a 1FK703, com faixa de 4096 rotações. Absoluto simples multivoltas EnDat, 32 S/R, faixa de 4096 rotações. Resolver multipolos e resolver de 2 polos. Disponível com ou sem interface DRIVE-CLiQ
Freio de retenção (opcional)Mantém o eixo preso com o motor parado, tensão nominal de 24 VDC. Pode ser de ímã permanente ou de mola
Ponta de eixoLisa, sem chaveta, como configuração padrão. Com chaveta (balanceamento com meia chaveta) como opção
Conectores de sinal e potênciaPodem ser girados em 270°
Redutor planetário (opcional)Exige ponta de eixo lisa e grau de proteção IP65
Placas de característicasO manual lista uma segunda placa colada na tampa do mancal e uma terceira fornecida solta

Nem toda opção existe para todos os tamanhos, e a configuração real do motor deve ser confirmada pelo código completo.

05

Qual a diferença entre 1FK7 Compact e High Dynamic?

1FK7 Compact

Motores com construção compacta, indicados para uso universal e disponíveis em ampla gama de tamanhos. As tabelas de seleção e dados de pedido do manual trazem a versão Compact separadamente.

1FK7 High Dynamic

Motores com baixo momento de inércia do rotor, o que, segundo o manual, resulta em resposta dinâmica extremamente alta. Também têm tabela própria no manual, assim como os motores 1FK7 para uso com o Power Module 1 AC 230 V.

06

Como ler o código completo de um 1FK7?

A tabela de dados de pedido da versão Compact, no manual de configuração (edição 12/2006), organiza o código em blocos.

Trecho do códigoO que indica
1FK7Série de servomotores síncronos
Três dígitos seguintes (042, 060, 080, 100)Tamanho do motor. Na tabela, 1FK704x tem altura de eixo (SH) 48, 1FK706x tem 63, 1FK708x tem 80 e 1FK710x tem 100
5A + letra + 71A letra central indica a rotação nominal
1 + três caracteres finaisEncoder (letra), eixo e freio (letra) e grau de proteção (dígito)

Rotação nominal

LetraRotação nominal
C2000 rpm
F3000 rpm
H4500 rpm
K6000 rpm

Na altura de eixo 63, por exemplo, a tabela lista 1FK7060-5AF71-1 no grupo de 3000 rpm e 1FK7060-5AH71-1 no de 4500 rpm. A diferença entre os dois códigos está só na letra central. Nem todos os tamanhos existem em todas as rotações: no grupo de 2000 rpm, a tabela Compact lista apenas o 1FK7105.

Encoder

Segundo o manual, o encoder é definido por uma letra na 14ª posição do número de pedido (MLFB), contando sem o hífen. A letra muda conforme o motor tenha ou não interface DRIVE-CLiQ.

Sistema de encoderSem DRIVE-CLiQCom DRIVE-CLiQ
Incremental sin/cos 1 Vpp, 2048 S/RAD
Absoluto EnDat, 2048 S/REF
Absoluto EnDat, 512 S/RHL
Absoluto simples EnDat, 32 S/RGK
Resolver (multipolos ou de 2 polos)S ou TU ou P

A disponibilidade depende do tamanho, segundo as tabelas do manual:

TamanhoSem DRIVE-CLiQCom DRIVE-CLiQ
1FK702 e 1FK703A, H, S/TD, L, U/P
1FK704, 1FK706, 1FK708 e 1FK710A, E, G, S/TD, F, K, U/P

A correspondência exata entre cada letra de resolver (S, T, U, P) e o tipo de resolver (multipolos ou de 2 polos) deve ser confirmada na tabela do manual.

Ponta de eixo e freio

LetraPonta de eixoFreio de retenção
ACom chavetaSem freio
BCom chavetaCom freio
GEixo lisoSem freio
HEixo lisoCom freio

Em todas as combinações da tabela, a tolerância de excentricidade radial é N.

Grau de proteção

DígitoGrau de proteção
0IP64
2IP65, com flange do lado de acionamento IP67
3IP64 e pintura antracite
5IP65, com flange do lado de acionamento IP67, e pintura antracite

Como aplicar na prática

  1. Localize a etiqueta de dados do motor e copie o código completo, incluindo os três últimos caracteres.
  2. Separe o código em blocos: série e tamanho, rotação, encoder, eixo e freio, grau de proteção.
  3. Confirme no manual ou no catálogo da Siemens se a combinação de tamanho e encoder existe para aquele motor.
  4. Não trate como equivalentes dois códigos que diferem em qualquer posição, ainda que a carcaça seja a mesma.
  5. Se a etiqueta estiver ilegível ou incompleta, a especificação deve ser confirmada pela etiqueta original do equipamento ou pela documentação técnica do fabricante.

Esta leitura vale para a versão Compact da primeira geração do 1FK7. O sucessor 1FK7 Generation 2 tem documentação própria, e a estrutura do código dele deve ser verificada nela.

07

Quais pontos do 1FK7 exigem atenção na manutenção?

O manual da Siemens traz avisos que ajudam a evitar danos ao motor e a evitar diagnósticos errados.

Encoder

Ao substituir o encoder, a posição do sistema de encoder em relação à EMF do motor precisa ser ajustada, e apenas pessoal qualificado pode fazer a substituição. A troca do encoder, portanto, exige procedimento próprio. O artigo sobre as diferenças entre encoder incremental SIN/COS e encoder absoluto EnDat complementa esse assunto.

Freio de retenção

O freio não é um freio de trabalho: ele serve para prender o eixo com o motor parado. A parada de emergência é permitida de forma restrita, e exceder as condições especificadas, ou acelerar o motor repetidamente contra um freio ainda fechado, causa desgaste inadmissível, caso em que a função de frenagem não pode mais ser garantida. A tensão nominal é de 24 VDC com tolerância de mais ou menos 10%, e tensões fora dessa faixa podem causar falhas. Motores com ou sem freio não podem ser modificados depois, e os motores com freio são mais longos.

Sensor de temperatura

Em um ensaio adicional de alta tensão, as pontas dos cabos do sensor de temperatura devem ser colocadas em curto antes do teste. Se a tensão de teste for ligada ao terminal do sensor, ele é destruído, e a polaridade deve ser respeitada.

A decisão entre reparar e substituir é tratada no artigo sobre servomotor industrial, e a rotina de inspeção está no checklist de manutenção preventiva de servomotores.

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Perguntas frequentes

O servomotor 1FK7 precisa de ventilação externa?

Não. O manual informa que os motores são projetados para operar sem refrigeração externa, com o calor dissipado pela superfície do motor.

Qual a altitude máxima de instalação indicada pelo manual?

Até 1000 m acima do nível do mar. Acima disso há redução de potência.

Um 1FK7 sem freio pode receber o freio depois?

Não. O manual informa que motores com ou sem freio de retenção não podem ser modificados posteriormente.

O encoder absoluto altera o torque do motor?

Segundo o manual, quando um encoder absoluto é usado, o torque nominal é reduzido em 10%.

Preciso do código completo para identificar um 1FK7?

Sim. Série, tamanho e rotação ficam nos primeiros blocos, mas encoder, eixo, freio e grau de proteção só aparecem nos últimos caracteres.

Dois motores 1FK7 com a mesma altura de eixo podem ser trocados entre si?

A compatibilidade depende do código completo, da configuração da máquina, da versão do hardware e da documentação técnica. Não é possível afirmá-la só pela carcaça.

Esta leitura vale para o 1FK7 Generation 2?

Não deve ser assumida. O 1FK7 Generation 2 tem documentação própria na Siemens.

Fontes consultadas: Siemens, SINAMICS S120 Synchronous Motors 1FK7, Configuration Manual, edição 12/2006, seções 1.1, 1.2, 1.3.1, 6.1, 6.2 e 6.3; Siemens SiePortal, páginas dos produtos 1FK7.

Precisa identificar ou avaliar um servomotor Siemens 1FK7? Fale com o Laboratório Eletrônico ou conheça a Assistência Técnica CNC da FNF Soluções Industriais.

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SINAMICS S120 Booksize C-Type vs D-Type: Diferenças Técnicas e Compatibilidade

FABRICANTE
Siemens
FAMÍLIA
SINAMICS S120
CÓDIGO DE REFERÊNCIA
6SL3120-1TE23-0AD0
LEITURA
8 min

Resumo: desde 2015 a Siemens vende os módulos de motor (Motor Modules) do SINAMICS S120 booksize em duas novas variantes, C-Type e D-Type, com conector de motor revisado e nova capacidade de sobrecarga. Nem todo C/D-Type é uma peça de reposição direta: alguns mantêm o código de hardware do módulo anterior, mas pelo menos três modelos — entre eles o 6SL3120-1TE23-0AD0, de 30A — receberam um código de power stack totalmente novo, que exige versão mínima de firmware e de software de engenharia para ser configurado offline.

Em 2015 a Siemens lançou uma nova geração de módulos de motor (Motor Modules) para o sistema de acionamento modular SINAMICS S120, formato booksize, chamada de “C-Type/D-Type”. Segundo a própria Siemens, é uma “evolução compatível” dos módulos booksize anteriores, destinada a substituí-los gradualmente — e não uma família totalmente nova. Os módulos continuam atendendo aos mesmos campos de aplicação: máquinas-ferramenta, máquinas de produção e motion control em geral, combinados com as famílias de controlador SIMATIC/SIMOTION/SINUMERIK e com motores SIMOTICS.

Para quem faz manutenção ou repõe esses módulos em painéis CNC e de automação, a diferença entre C-Type e D-Type — e, principalmente, saber quais códigos são reposição direta e quais não são — é o tipo de informação que evita substituir a peça errada ou travar a comissionamento de uma máquina por incompatibilidade de firmware.

01

O que mudou fisicamente nos módulos C/D-Type?

Os módulos C/D-Type trouxeram um conjunto de melhorias de construção em relação aos módulos booksize anteriores, mantendo a mesma função dentro do sistema SINAMICS S120:

  • Conector de motor revisado, mais compacto e recuado no corpo do módulo — a Siemens cita até 70 mm de economia de altura no painel elétrico
  • Montagem do conector por push-in (mola) ou por parafuso, com condutor de proteção (PE) já integrado ao conector
  • Conceito de blindagem unificado na carcaça, compatível com cabos de diâmetros entre 7 mm e 19 mm (ou 23 mm, conforme o modelo)
  • Maior vida útil, com os IGBTs fisicamente separados do restante da eletrônica de controle
  • Placa de fixação mais robusta e orelhas de montagem reforçadas
  • Troca do ventilador sem necessidade de remover o módulo do rack

Essas mudanças são de construção mecânica e de conector — a lógica de controle e a família de ASICs internos continuam as mesmas dos módulos anteriores, o que é a base da compatibilidade elétrica entre as gerações.

02

Qual a diferença entre C-Type (regime contínuo) e D-Type (corrente máxima)?

A diferença entre C-Type e D-Type está no regime de carga para o qual cada um foi dimensionado, não apenas na nomenclatura. O C-Type é voltado a aplicações de regime contínuo, mantendo o mesmo fator de sobrecarga dos módulos anteriores. Já o D-Type foi desenvolvido para aplicações de corrente máxima sem pré-carga térmica — por exemplo, eixos de posicionamento com movimento não contínuo —, e por isso tem um fator de sobrecarga mais alto.

No caso específico do módulo de 30A (100 mm de largura), a tabela oficial Siemens mostra três códigos distintos para a mesma faixa de corrente:

MóduloCódigo completoFator de sobrecargaRelação com o módulo anterior
Booksize anterior (30A)6SL3120-1TE23-0AA41,87—
C-Type (30A, regime contínuo)6SL3120-1TE23-0AC01,87Sucessor direto, mesmo código de power stack do -0AA4
D-Type (30A, corrente máxima)6SL3120-1TE23-0AD03Código de power stack novo, sem predecessor direto

Ou seja: para esse módulo de 30A, o C-Type é a reposição direta do módulo antigo, enquanto o D-Type é, na prática, um produto novo dentro da mesma família — não um simples upgrade de revisão do C-Type ou do módulo anterior.

03

Um módulo C/D-Type é compatível com o Motor Module antigo?

Na maior parte dos casos, sim: os módulos C/D-Type usam os mesmos ASICs e o mesmo firmware dos módulos booksize já em uso, por isso operam com qualquer Control Unit que já suporte os módulos atuais, e com as mesmas famílias de motor SIMOTICS. Há, porém, duas ressalvas importantes antes de tratar a reposição como automática:

  • O conector do motor foi alterado — pode ser necessário cabo ou conector de motor diferente do já instalado (a Siemens prevê, para reposição, um adaptador para usar o novo conector em soquetes de motor antigos)
  • Pelo menos três módulos da geração C/D-Type receberam um código de power stack genuinamente novo, sem equivalente anterior — o 6SL3120-1TE21-8AC0, o 6SL3120-2TE21-8AD0 e o 6SL3120-1TE23-0AD0 (este último, o módulo de 30A tratado acima)

Todos os demais módulos C/D-Type mantêm o mesmo código de power stack (parâmetro p0201) do módulo que substituem, e por isso são indistinguíveis para o firmware SINAMICS ou para as ferramentas de engenharia — funcionam como peça de reposição direta, sem exigência adicional de versão.

04

Por que isso importa na hora de repor um módulo com defeito?

Para os três módulos com código de power stack novo — incluindo o 6SL3120-1TE23-0AD0 —, a comissionamento online funciona com qualquer firmware SINAMICS, mas a configuração offline (feita antes de ligar o equipamento, no STARTER ou no SCOUT) só é suportada a partir de versões mínimas definidas pela Siemens:

  • Firmware SINAMICS V4.7 a partir do Hotfix 17, ou V4.8 com o SSP (Support Service Package) correspondente instalado
  • STARTER V4.4 Service Pack 1 ou STARTER V4.5 Service Pack 1
  • Para quem usa SIMOTION: SCOUT V4.4 ou superior — com atenção especial, porque a combinação SCOUT V4.4 “puro” (sem o Service Pack 1 do STARTER integrado) não suporta esses três módulos, mesmo sendo uma versão 4.4

Na prática, isso significa que repor um módulo desses em uma máquina com ferramenta de engenharia desatualizada pode até permitir ligar o equipamento (comissionamento online), mas travar qualquer tentativa de reconfiguração offline do eixo até que o software seja atualizado. Por isso, antes de encomendar a reposição de um 6SL3120-1TE23-0AD0 (ou de um dos outros dois códigos novos), vale confirmar a versão de firmware e de software de engenharia já instalada no painel.

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Perguntas frequentes

C-Type e D-Type existem para todas as potências de módulo de motor SINAMICS S120?

Não. Segundo o boletim oficial da Siemens, a geração C/D-Type cobre inicialmente uma faixa entre 18A e 30A, com um código próprio para cada potência. Módulos fora dessa faixa continuam na geração booksize anterior.

Um módulo C-Type pode substituir um D-Type no mesmo eixo, ou vice-versa?

Não é recomendado sem avaliar o perfil de carga do eixo. O C-Type é dimensionado para regime contínuo e o D-Type para corrente máxima sem pré-carga — trocar um pelo outro pode deixar a proteção térmica do sistema mal ajustada para o uso real do eixo.

Preciso trocar o cabo do motor ao instalar um módulo C/D-Type?

Possivelmente. O conector do motor foi revisado nessa geração — pode ser necessário um cabo ou conector novo, já que o encaixe não é idêntico ao dos módulos booksize anteriores. A Siemens prevê um adaptador para esses casos de reposição.

A FNF repara ou substitui módulos SINAMICS S120 dessas gerações?

Sim, a FNF realiza diagnóstico, reparo e também comercializa módulos de motor SINAMICS S120 para reposição em painéis CNC e de automação, incluindo as gerações anterior, C-Type e D-Type. Consulte disponibilidade e prazo pelo WhatsApp informando o código completo do módulo.

Precisa de diagnóstico ou reparo em um módulo SINAMICS S120? Fale com o Laboratório Eletrônico ou conheça a Assistência Técnica CNC da FNF Soluções Industriais.

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Fonte Chaveada 24V em Painéis de Automação e CNC: Como Diagnosticar Falhas Antes de Substituir

FABRICANTE
Diversos
FAMÍLIA
Fontes chaveadas 24V (série “S”)
TEMA
Diagnóstico antes de reparar ou substituir
LEITURA
6 min

Resumo: fontes chaveadas 24V da série “S” (S-100-24, S-240-24, S-350-24 etc.) alimentam relés, sensores, CLPs e demais circuitos de 24VDC em painéis de automação e CNC. Veja como funciona a seleção de tensão de entrada 110/220V, as falhas mais comuns e o que verificar antes de decidir entre reparo e substituição.

Painéis de comando de máquinas CNC, quadros de automação e sistemas de CFTV costumam depender de uma fonte chaveada 24V para alimentar relés, sensores, entradas/saídas digitais de CLP e outros circuitos de baixa tensão. Esse tipo de fonte é um dos itens que mais aparece em manutenção corretiva, e também um dos mais mal compreendidos, já que é vendido por dezenas de fabricantes diferentes sob a mesma nomenclatura.

01

O que é uma fonte chaveada 24V e para que serve?

Uma fonte chaveada (switching power supply) converte a tensão alternada da rede elétrica (110V ou 220V) em tensão contínua estabilizada (no caso das fontes 24V, em 24VDC). Em painéis de automação e CNC, essa tensão de 24VDC costuma alimentar bobinas de relés e contatores, sensores indutivos/capacitivos, chaves fim de curso, módulos de entrada e saída de CLP, iluminação de painel e pequenos atuadores. É uma tensão intermediária entre a lógica de baixa potência (5V/12V) e a potência de força do maquinário, por isso aparece em praticamente todo painel elétrico industrial.

02

O que significa a nomenclatura “S-Potência-Tensão”?

Fontes chaveadas identificadas como “S-100-24”, “S-240-24”, “S-350-24” e assim por diante seguem uma convenção de nome onde o primeiro número indica a potência em watts e o segundo indica a tensão de saída em volts, ou seja, “S-240-24” significa 240W de potência com saída de 24VDC. Essa nomenclatura foi popularizada originalmente por um fabricante de referência do setor, mas hoje é replicada por dezenas de fabricantes genéricos ao redor do mundo, cada um com seus próprios componentes internos e nível de qualidade. Na prática, isso significa que duas fontes com a mesma sigla “S-240-24” de fabricantes diferentes podem ter as mesmas especificações elétricas nominais (240W, 24V, 10A), mas qualidade de componentes, vida útil e tolerância a variações de rede diferentes. Por isso, ao repor uma fonte desse tipo, o código sozinho não garante que se trata do mesmo produto. Vale considerar também o fabricante gravado na etiqueta.

03

Por que a chave seletora de tensão 110V/220V exige atenção?

A maioria das fontes chaveadas desse tipo aceita tanto 110V quanto 220V de entrada, mas a seleção entre as duas tensões é feita manualmente por uma chave física na lateral ou na parte superior do gabinete. Não é uma detecção automática. Ligar o equipamento com a chave na posição errada (por exemplo, selecionada em 110V numa rede de 220V) é uma das causas mais comuns de queima imediata da fonte, geralmente com dano ao retificador de entrada e, em casos mais graves, ao próprio circuito de controle. Antes de energizar qualquer fonte desse tipo (nova, reparada ou reposta), é indispensável conferir visualmente a posição da chave e confirmar que corresponde à tensão real da rede local.

04

Quais são as falhas mais comuns em fontes chaveadas 24V?

  • Ausência total de tensão de saída (fusível interno rompido ou componente de entrada em curto)
  • Tensão de saída instável ou com ripple elevado, geralmente por degradação dos capacitores eletrolíticos do barramento de saída
  • Queda de tensão sob carga, sem chegar a desligar completamente
  • Ruído audível (coil whine) proveniente do transformador ou indutor principal
  • Superaquecimento, já que a maioria dos modelos desse porte é resfriada por convecção natural (sem ventilador), dependendo da ventilação do próprio painel
  • Mau contato ou oxidação nos bornes parafusados de entrada/saída
05

Como diagnosticar antes de decidir entre reparo e substituição?

Antes de descartar uma fonte chaveada com defeito, vale um diagnóstico estruturado:

  1. Inspeção visual: capacitores estufados ou vazando, componentes escurecidos/queimados, fiação e bornes de conexão
  2. Verificação da chave de tensão: confirmar que a posição 110V/220V corresponde à rede elétrica do local
  3. Testes elétricos: medição da tensão de saída em vazio e sob carga, e verificação do ripple
  4. Substituição dos componentes degradados identificados no diagnóstico (tipicamente capacitores e fusível)
  5. Teste funcional sob carga antes da devolução, simulando a corrente real de trabalho

Dano localizado a poucos componentes (capacitores, fusível, um retificador) costuma justificar o reparo, mantendo o transformador/indutor principal e o gabinete originais. Já dano ao transformador principal, ao circuito integrado controlador PWM, ou histórico de falhas repetidas após reparo em uma aplicação crítica, tendem a indicar que a substituição é o caminho mais seguro.

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Perguntas frequentes

O que significa a nomenclatura “S-240-24”?

É uma convenção onde o primeiro número indica a potência em watts (240W) e o segundo a tensão de saída em volts (24VDC). Esse padrão de nome é usado por diversos fabricantes de fontes chaveadas, não é exclusivo de uma única marca.

Por que a fonte não liga mesmo parecendo estar na tensão correta?

Além da posição da chave 110V/220V, vale verificar o fusível interno, a fiação de entrada e se não houve dano por surto de tensão. Um diagnóstico elétrico específico é necessário para identificar a causa exata.

É seguro trocar a posição da chave de tensão com a fonte ligada?

Não. A troca deve ser feita sempre com a fonte desligada e desconectada da rede elétrica. Alterar a posição da chave com o equipamento energizado pode causar dano imediato ao circuito e representa risco de choque elétrico.

A FNF repara ou vende esse tipo de fonte chaveada?

Sim, a FNF realiza diagnóstico, reparo e também comercializa fontes chaveadas 24V para reposição em painéis de automação e CNC. Consulte disponibilidade e prazo pelo WhatsApp informando o modelo e a aplicação.

Precisa de diagnóstico ou reparo em uma fonte chaveada industrial? Fale com o Laboratório Eletrônico ou conheça a Assistência Técnica CNC da FNF Soluções Industriais.

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Monitor CNC FANUC com Tela Apagada ou Falha de Imagem: Como Diagnosticar Antes de Trocar a Unidade LCD/MDI

FABRICANTE
FANUC
FAMÍLIA
Monitor LCD/MDI FANUC (Série 18-M)
TEMA
Tela apagada e falha de imagem
LEITURA
5 min

Resumo: quando o monitor de um CNC FANUC (unidade LCD/MDI) apaga, pisca ou perde parte da imagem, o problema nem sempre está no próprio display: cabo de vídeo, fonte de alimentação e placa de CPU também podem causar os mesmos sintomas. Este artigo mostra como diferenciar as causas antes de decidir pela substituição da unidade.

Em tornos e centros de usinagem equipados com controle FANUC Série 18-M, como diversos modelos Romi Mach, a unidade de monitor integra o display LCD colorido e o teclado MDI (Manual Data Input) em um único módulo. Quando essa unidade apresenta falha, a máquina pode ficar parcialmente ou totalmente inoperante, já que é por ela que o operador visualiza parâmetros, programas e alarmes.

01

O que é a unidade LCD/MDI do CNC FANUC?

A unidade LCD/MDI é o conjunto que substituiu os antigos monitores CRT nos controles FANUC, combinando tela de cristal líquido colorida e teclado numérico/alfanumérico em uma única peça. Cada modelo é identificado por um código específico do fabricante (por exemplo, A02B-0222-C137) e, em muitos casos, por um sufixo adicional que indica o layout do teclado ou o idioma dos keytops (como /MAR, /TAR ou /UK01). Esse sufixo não é apenas cosmético: ele pode indicar uma configuração de hardware ou firmware diferente, por isso a substituição deve sempre considerar o código completo, não apenas a família do produto.

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Quais são os sintomas mais comuns de falha no monitor?

  • Tela completamente apagada, com o CNC ligando normalmente (LEDs e ventilação ativos)
  • Imagem piscando, com listras, cores incorretas ou perda parcial da imagem
  • Teclado MDI travado, sem resposta a teclas, ou respondendo apenas parcialmente
  • Tela liga por alguns segundos e depois apaga
  • Contraste ou brilho muito baixo, dificultando a leitura mesmo com a luz ambiente reduzida
03

Por que nem toda falha de imagem é do monitor?

Antes de orçar a substituição da unidade LCD/MDI, vale lembrar que ela recebe sinal de vídeo e alimentação elétrica de outras partes do painel do CNC. Um cabo de vídeo com mau contato, uma fonte de alimentação instável ou até uma falha na placa de CPU do controle podem produzir sintomas parecidos com os de um monitor defeituoso: tela apagada, imagem instável ou teclado sem resposta. Por isso, um diagnóstico eletrônico completo do conjunto evita a troca de uma peça que, na verdade, está funcionando corretamente.

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Como diagnosticar antes de substituir a unidade?

  • Verificar se os LEDs de alimentação do painel e do próprio monitor estão acesos
  • Inspecionar visualmente o cabo de vídeo e os conectores em busca de mau contato, oxidação ou ruptura
  • Testar a unidade LCD/MDI em uma bancada com fonte e sinal de vídeo controlados, isolando-a do restante do painel
  • Verificar se há alarmes registrados no CNC relacionados a alimentação ou comunicação antes da falha de imagem
  • Confirmar o código completo da unidade (incluindo o sufixo) antes de cotar uma peça de reposição
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Quando vale reparar e quando substituir?

Boa parte das falhas de tela apagada ou imagem instável em unidades LCD/MDI FANUC está relacionada a componentes específicos do circuito de backlight ou da placa controladora interna do display, que podem ser reparados com diagnóstico e retrabalho adequados. Já em casos de dano físico ao painel de LCD (trincas, manchas permanentes) ou queima generalizada dos circuitos, a substituição por uma unidade recondicionada e testada costuma ser o caminho mais indicado, sempre observando o código completo e o sufixo de variante da peça original.

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Perguntas frequentes

A tela apagada do CNC FANUC sempre indica defeito no monitor?

Não necessariamente. Cabo de vídeo, fonte de alimentação e placa de CPU do controle podem causar sintomas semelhantes. Um diagnóstico eletrônico do conjunto é a forma mais segura de identificar a origem real da falha antes de trocar peças.

Posso substituir a unidade LCD/MDI por um modelo com sufixo diferente?

Não sem antes verificar a documentação técnica. Sufixos como /MAR, /TAR ou /UK01 podem indicar variações de teclado e configuração que afetam a compatibilidade. A confirmação deve sempre considerar o código completo da peça e a documentação da máquina.

A FNF realiza diagnóstico da unidade de monitor separado do restante do painel?

Sim. O diagnóstico é feito isolando a unidade em bancada com fonte e sinal de vídeo controlados, o que permite confirmar se a falha está realmente no monitor antes de qualquer orçamento.

Quanto tempo leva o diagnóstico e o reparo de uma unidade LCD/MDI?

O prazo varia conforme o tipo de falha identificada, mas o diagnóstico inicial costuma ser rápido. Após a aprovação do orçamento, o reparo geralmente é concluído em poucos dias úteis.

Precisa de diagnóstico ou reparo em um monitor CNC FANUC com tela apagada ou falha de imagem? Fale com o Laboratório Eletrônico ou conheça a Assistência Técnica CNC da FNF Soluções Industriais.

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CLP Siemens SIMATIC S5 Obsoleto: Quando Vale a Pena Reparar e Quando Migrar para o S7

FABRICANTE
Siemens
FAMÍLIA
SIMATIC S5 e S7
TEMA
Reparar ou migrar para o S7
LEITURA
5 min

Resumo: A linha Siemens SIMATIC S5 está descontinuada pelo fabricante, mas muitas plantas industriais ainda operam CLPs dessa família. A decisão entre manter e reparar o sistema atual ou migrar para a linha SIMATIC S7 depende da disponibilidade de peças, da criticidade da máquina e dos planos de produção. Este artigo apresenta os principais fatores técnicos e operacionais para essa decisão.

O Siemens SIMATIC S5 foi, por décadas, uma das linhas de CLPs mais utilizadas na automação industrial. Embora esteja descontinuada pelo fabricante, um número significativo de máquinas e painéis de controle ainda depende dela para operar. Diante de uma falha ou da necessidade de expansão do sistema, gestores de manutenção e engenheiros de automação enfrentam a mesma pergunta: reparar o SIMATIC S5 existente ou migrar para o SIMATIC S7?

01

Qual é a situação atual da linha SIMATIC S5?

A Siemens descontinuou a linha SIMATIC S5 há muitos anos, orientando oficialmente a migração para plataformas mais recentes, como a linha SIMATIC S7. Isso significa que não há mais produção de módulos novos pelo fabricante, e apenas unidades usadas, recondicionadas ou de estoque remanescente costumam ser encontradas no mercado, e essa disponibilidade tende a diminuir com o tempo.

02

Quando vale reparar ou manter o SIMATIC S5 em operação?

Manter e reparar o sistema SIMATIC S5 existente pode ser a opção mais adequada quando:

  • A falha está localizada em componentes específicos (capacitores, fusíveis, conectores, bateria de backup) e não em danos estruturais graves
  • Ainda há disponibilidade de peças de reposição compatíveis para o módulo afetado
  • O programa de automação em uso é estável, bem documentado e não há planejamento de expansão do sistema
  • O custo e o tempo de parada de uma migração completa não se justificam frente à criticidade atual da máquina

Nesses casos, o diagnóstico técnico e o reparo pontual do módulo com defeito permitem manter a máquina em operação sem os custos e o tempo de uma migração completa.

03

Quando considerar a migração para o SIMATIC S7?

A migração para a linha SIMATIC S7 tende a ser mais indicada quando:

  • Há falhas recorrentes em diferentes módulos do mesmo sistema, indicando desgaste geral do parque instalado
  • Peças de reposição para o módulo específico não estão mais disponíveis no mercado
  • Existe necessidade de integração com redes industriais, sistemas de supervisão (SCADA) ou outras plataformas mais modernas
  • A máquina terá vida útil prolongada e o investimento em uma plataforma atual se justifica no médio e longo prazo

A Siemens orienta oficialmente a migração de sistemas SIMATIC S5 para a linha SIMATIC S7 em projetos de atualização, o que deve ser considerado no planejamento de longo prazo mesmo quando a manutenção pontual ainda é viável no curto prazo.

04

Que fatores ajudam a decidir entre reparar e migrar?

Além da disponibilidade de peças, alguns fatores ajudam a orientar essa decisão:

  • Criticidade da máquina para a produção e impacto de uma parada não planejada
  • Custo comparado entre o reparo pontual e um projeto de migração completo
  • Disponibilidade de programa, documentação e conhecimento técnico do sistema atual
  • Planos de expansão, integração ou modernização da planta industrial
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Perguntas frequentes

A Siemens ainda fabrica peças para o SIMATIC S5?

Não. A linha SIMATIC S5 está descontinuada pelo fabricante. Peças novas não são mais produzidas. O mercado conta apenas com unidades usadas, recondicionadas ou de estoque remanescente, com disponibilidade decrescente.

É possível reparar um CLP SIMATIC S5 mesmo estando descontinuado?

Sim, na maioria dos casos. Falhas em componentes específicos, como fontes de alimentação, capacitores ou bateria de backup, geralmente podem ser reparadas, desde que haja disponibilidade de peças de reposição compatíveis.

Migrar para o SIMATIC S7 exige refazer todo o programa de automação?

Em geral, sim. A migração entre as plataformas SIMATIC S5 e S7 costuma exigir adaptação ou reescrita do programa de automação, já que as duas linhas utilizam arquiteturas e ferramentas de programação diferentes. O escopo exato depende da complexidade do sistema existente e deve ser avaliado caso a caso.

A FNF ajuda a decidir entre reparar o SIMATIC S5 ou migrar para o S7?

A FNF Soluções Industriais realiza diagnóstico técnico de CLPs Siemens SIMATIC S5 e pode orientar sobre a viabilidade de reparo conforme o módulo e a falha identificada. A decisão final sobre migração de plataforma depende também de fatores operacionais e de investimento próprios de cada planta.

Precisa de um diagnóstico técnico para decidir entre reparar seu CLP Siemens SIMATIC S5 ou planejar a migração para o SIMATIC S7? Fale com o Laboratório Eletrônico ou conheça a Assistência Técnica CNC da FNF Soluções Industriais.

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Como Identificar o Código Completo de um Módulo Siemens SIMATIC S5 pela Etiqueta Original

FABRICANTE
Siemens
FAMÍLIA
SIMATIC S5 (módulos)
TEMA
Leitura do código completo (TYP DIN 41752)
LEITURA
5 min

Resumo: Módulos da linha Siemens SIMATIC S5 trazem seu código completo gravado na etiqueta original, seguindo o padrão TYP DIN 41752. Esse código determina a especificação exata do módulo (tensões, corrente e estado de produção) e deve ser conferido antes de qualquer compra, reparo ou substituição. Este artigo explica onde encontrar essa etiqueta e como interpretá-la corretamente.

A família Siemens SIMATIC S5 reúne dezenas de módulos diferentes (fontes de alimentação, CPUs, módulos de entrada e saída) que compartilham um padrão visual semelhante entre si. Por isso, identificar corretamente qual módulo está instalado em um rack exige mais do que reconhecer a cor ou o formato da carcaça: é necessário ler o código completo gravado na etiqueta original do equipamento.

01

Por que o código completo importa?

O código completo de um módulo SIMATIC S5 define sua especificação técnica exata, incluindo tensões de entrada e saída, corrente nominal e o estado de produção (Erzeugnisstand) da unidade. Módulos com aparência muito semelhante podem ter especificações diferentes entre si, e essa diferença só pode ser confirmada pela leitura da etiqueta ou pela documentação técnica do fabricante. Assumir que dois módulos são iguais apenas pela aparência pode levar a erros de compra, reparo ou substituição.

02

Onde está a etiqueta e quais informações ela traz?

A etiqueta original geralmente está fixada na face frontal ou lateral do módulo, próxima aos conectores. As informações mais relevantes normalmente incluem:

  • Código TYP conforme a norma DIN 41752 (ex.: E220 65/3WRGD)
  • Número de pedido (Bestell-Nr.) do fabricante
  • Estado de produção (Erzeugnisstand)
  • Tensões de entrada e saída
  • Número de série da unidade, quando aplicável

Essas informações devem ser lidas diretamente da etiqueta física do equipamento. A documentação técnica do fabricante, quando disponível, pode ser usada para confirmar ou complementar os dados da etiqueta.

03

Por que etiquetas antigas geram erros de leitura?

Etiquetas mais antigas costumam usar impressão em matriz de pontos, o que pode gerar ambiguidade entre caracteres semelhantes (como as letras ‘G’, ‘C’, ‘O’ e os números ‘6’, ‘0’, ‘8’). Essa ambiguidade é uma fonte comum de erro na identificação de módulos SIMATIC S5, inclusive em fontes externas e catálogos de terceiros, que às vezes divergem entre si na transcrição do mesmo código.

04

Como reduzir o risco de erro ao transcrever o código?

  • Fotografe a etiqueta em alta resolução e com boa iluminação antes de transcrever o código
  • Compare o código lido com o número de pedido (Bestell-Nr.), quando presente, para checar consistência
  • Sempre que possível, confira o mesmo código em mais de uma fonte de documentação técnica
  • Em caso de dúvida entre dois caracteres semelhantes, priorize a leitura direta da etiqueta física em vez de fontes secundárias
05

O que fazer quando a etiqueta está ilegível ou danificada?

Quando a etiqueta está apagada, danificada ou parcialmente ilegível, a identificação segura do módulo pode exigir a abertura do equipamento para inspeção de componentes internos ou a comparação com a documentação técnica do rack e da CPU aos quais o módulo pertence. Nesses casos, recomenda-se buscar orientação técnica especializada antes de qualquer decisão de compra, reparo ou substituição. A FNF Soluções Industriais realiza esse tipo de diagnóstico técnico para equipamentos Siemens SIMATIC S5.

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Perguntas frequentes

Por que dois módulos SIMATIC S5 parecidos podem ter especificações diferentes?

Porque a linha SIMATIC S5 reúne diversos módulos com carcaças e cores semelhantes, mas com tensões, correntes e estados de produção diferentes entre si. Apenas o código completo gravado na etiqueta confirma a especificação exata de cada unidade.

O que é o Erzeugnisstand mencionado na etiqueta?

É o estado de produção da unidade, um indicador usado pela Siemens para identificar revisões de hardware ao longo do tempo de fabricação de um mesmo modelo. Unidades com o mesmo código TYP podem ter estados de produção diferentes.

É seguro confirmar o código de um módulo apenas por sites e catálogos de terceiros?

Não é recomendado. Catálogos de terceiros podem conter divergências de transcrição, especialmente em códigos com caracteres ambíguos. A etiqueta original do equipamento ou a documentação oficial do fabricante são as fontes mais confiáveis para confirmar a especificação.

A FNF ajuda a identificar módulos SIMATIC S5 sem etiqueta legível?

Sim. A FNF Soluções Industriais realiza diagnóstico técnico de módulos Siemens SIMATIC S5, incluindo casos em que a etiqueta está danificada ou ilegível.

Precisa confirmar a especificação de um módulo Siemens SIMATIC S5 ou realizar o diagnóstico de uma fonte, CPU ou módulo de E/S? Fale com o Laboratório Eletrônico ou conheça a Assistência Técnica CNC da FNF Soluções Industriais.

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Placa de Eixo FANUC (FSSB): Como Diagnosticar Falha de Comunicação com o Servo Drive Antes de Trocar a Placa

FABRICANTE
FANUC
FAMÍLIA
CNC FANUC série i (placa de eixo / FSSB)
TEMA
Falha de comunicação FSSB
LEITURA
6 min

Resumo: quando o CNC FANUC apresenta alarme de comunicação no barramento FSSB, o problema pode estar no cabo óptico, no amplificador (servo drive), na configuração de parâmetros de eixo ou na própria placa de eixo. Alarmes como SV5134, SV5136, SV5137, SV5139 e SV0460 são os mais associados a falha de comunicação FSSB, e alguns apontam diretamente para defeito na placa de eixo.

Quando um centro de usinagem ou torno CNC FANUC apresenta alarme de eixo relacionado ao FSSB (FANUC Serial Servo Bus), a causa nem sempre está na placa de eixo. Antes de substituir o componente, vale entender o que cada alarme indica e seguir uma sequência de verificação que isola a causa real do problema.

01

O que é o barramento FSSB e qual o papel da placa de eixo?

O FSSB (FANUC Serial Servo Bus) é o barramento de comunicação óptica que liga o CNC aos amplificadores servo (servo drives) nos sistemas FANUC série i (16i, 18i, 20i, 21i, 0i). A placa de eixo (axis card) é o componente do lado do CNC responsável por gerar e receber esses dados através do cabo de fibra óptica. Quando a comunicação falha, o sistema não consegue reconhecer corretamente os amplificadores conectados e o eixo não é liberado.

02

Quais alarmes indicam falha de comunicação FSSB?

AlarmeDescrição e causas possíveis
SV0460: Desconexão do FSSBA comunicação foi interrompida repentinamente. Causas possíveis: cabo de comunicação FSSB rompido ou desconectado, queda repentina de energia no amplificador, ou alarme de subtensão no amplificador.
SV0462 / SV0463: Erro de transferência de dadosPor falha de comunicação no FSSB, o lado controlado (placa de eixo) ou o software servo não recebe os dados corretamente.
SV0465: Falha na leitura do ID do amplificadorAo ligar o sistema, a informação inicial de identificação do amplificador não pôde ser lida.
SV1067: Erro de configuração do FSSB (detectado por software)O tipo de amplificador conectado é diferente do configurado nos parâmetros.
SV5134: Tempo esgotado ao iniciar o FSSBDurante a inicialização, o FSSB não entrou no estado de pronto. Segundo a documentação do fabricante, a própria placa de eixo pode estar com defeito.
SV5136: Número insuficiente de amplificadores reconhecidosComparado à quantidade de eixos configurados, o número de amplificadores reconhecidos pelo FSSB é menor que o esperado: indica configuração de eixos incorreta ou problema de conexão.
SV5137: Erro de configuração do FSSBO tipo de amplificador conectado não corresponde ao valor configurado.
SV5139: Erro no FSSBA inicialização do servo não terminou normalmente. Causas possíveis incluem cabo óptico defeituoso ou conexão incorreta entre o amplificador e outros módulos.
SV5197: Tempo esgotado ao abrir o FSSBMesmo com o CNC permitindo a abertura, o FSSB não abriu: é necessário verificar a conexão entre o CNC e o amplificador.
SV0403: Incompatibilidade de hardware/softwareA combinação entre a placa de eixo instalada e o software servo não está correta.

Esta lista é baseada em documentação técnica do fabricante referente aos controles FANUC 0i-Model D e 0i Mate-Model D; a numeração e o texto exato dos alarmes podem variar conforme a série e a versão do sistema; a confirmação deve ser feita pelo manual do controle instalado na máquina.

03

Como diagnosticar antes de substituir a placa?

  1. Verificar o estado físico do cabo óptico do FSSB (dobras, ruptura, conector solto): causa comum de alarmes SV5139 e SV0460.
  2. Confirmar que os amplificadores (servo drives) estão energizados e conectados na ordem correta da cadeia FSSB.
  3. Acessar a tela de configuração do FSSB no CNC e comparar o tipo e a quantidade de amplificadores reconhecidos com o que está fisicamente instalado (relevante para SV5136 e SV5137).
  4. Revisar os parâmetros de atribuição de eixo após qualquer troca de amplificador, restauração de parâmetros ou retrofit.
  5. Se os itens acima estiverem corretos e o alarme persistir, principalmente SV5134 ou SV0403, a suspeita recai sobre a própria placa de eixo ou sobre a combinação placa/software servo, sendo necessário diagnóstico eletrônico dedicado.
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Perguntas frequentes

Todo alarme de FSSB indica que a placa de eixo está com defeito?

Não necessariamente. Boa parte dos alarmes de FSSB é causada por cabo óptico danificado, configuração de parâmetros incorreta ou problema no amplificador, a placa de eixo é apenas uma das causas possíveis.

Qual alarme aponta mais diretamente para a placa de eixo?

O SV5134 (tempo esgotado ao iniciar o FSSB) e o SV0403 (incompatibilidade de hardware/software) são os que a documentação do fabricante relaciona mais diretamente à placa de eixo.

É preciso trocar o cabo óptico junto com a placa?

Não necessariamente. O diagnóstico deve isolar se a causa é o cabo, o amplificador ou a placa antes de qualquer substituição, evitando trocas desnecessárias.

A FNF realiza esse diagnóstico?

Sim, a FNF realiza diagnóstico eletrônico de placas de eixo FANUC e componentes relacionados ao barramento FSSB em laboratório especializado, isolando a causa antes de qualquer substituição.

Precisa de diagnóstico ou reparo em um CNC FANUC com alarme de FSSB? Fale com o Laboratório Eletrônico ou conheça a Assistência Técnica CNC da FNF Soluções Industriais.

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Tela Travada ou CNC Não Liga: Como Diagnosticar Falha na CPU FANUC Antes de Substituir a Placa

FABRICANTE
FANUC
FAMÍLIA
CNC FANUC (placa de CPU)
TEMA
Tela travada e alarme 930
LEITURA
5 min

Resumo: quando a tela do CNC FANUC trava ou não liga, o problema pode estar na CPU (placa principal), no cabo/monitor ou na memória. A falha de CPU costuma aparecer sem nenhum código de alarme na tela, sendo diagnosticada pelos LEDs de status das placas. Já o alarme 930 (CPU Interrupt) é um alarme específico de interrupção anormal na CPU, diferente dos alarmes de paridade de memória (910-919) já tratados em outro artigo deste blog.

Uma tela travada ou um CNC que simplesmente não liga é uma das situações mais difíceis de diagnosticar remotamente, porque o próprio sistema que normalmente mostraria um código de alarme pode estar sem funcionar. Antes de decidir pela substituição da placa de CPU, vale entender o que costuma causar esse tipo de falha e como diferenciar um problema de CPU de outras causas mais simples.

01

O que costuma causar tela travada ou CNC que não liga?

Nem toda tela travada indica falha na placa de CPU. Antes de suspeitar do processamento central do sistema, vale eliminar as causas mais simples:

Possível causaO que indica
Cabo de vídeo ou monitor/CRT-LCDRetroiluminação acesa, mas tela em branco ou com ruído e sem texto de inicialização, aponta primeiro para o cabo de vídeo ou a própria unidade de exibição, não necessariamente para a CPU.
Falha de memóriaAlarmes de paridade SRAM/DRAM (910 a 919) têm código próprio e costumam aparecer na tela antes de travar: ver o artigo específico sobre esses alarmes.
Falha na própria placa de CPUQuando a CPU não consegue completar a inicialização, o sistema de exibição de alarmes (que depende da própria CPU) pode não funcionar: por isso a tela fica travada ou em branco, sem nenhum código visível.
02

O que significa o alarme 930 (CPU Interrupt)?

Em sistemas que conseguem exibir algum código antes de travar, o alarme mais associado a falha de CPU nos controles FANUC é o 930 (CPU Interrupt), presente nos controles 15, 16, 18, 21, 16i, 18i, 21i e 0i-B/C/D. Ele indica que um sinal de interrupção anormal foi recebido pela CPU principal, geralmente causado por ruído elétrico na alimentação lógica de 5V ou por falha física na própria placa principal (motherboard/main CPU). O alarme pode ser intermitente (sumir depois de reiniciar o sistema algumas vezes), o que não significa que o problema foi resolvido, apenas que ele ainda não se tornou permanente.

03

Como diagnosticar antes de substituir a placa?

  • LEDs de status nas placas: a maioria das placas FANUC (CPU, memória, demais módulos do gabinete) tem LEDs indicadores que ajudam a apontar qual placa está com problema antes de qualquer desmontagem.
  • Display de 7 segmentos da placa principal: quando presente, o valor mostrado nesse display é uma informação técnica útil para o diagnóstico: vale anotar antes de desligar o sistema.
  • Reencaixe de cabos e conectores: mau contato no conector de borda ou em cabos internos pode causar sintomas idênticos aos de uma falha real de CPU.
  • Nunca remover a bateria do sistema durante o diagnóstico: isso pode causar perda de parâmetros e programas armazenados, mesmo que o problema não tenha relação com a bateria.

Essas informações (LEDs acesos, valor do display, código de alarme se houver) são exatamente o que um laboratório especializado precisa para direcionar o diagnóstico antes de decidir entre reparo ou substituição da placa.

?

Perguntas frequentes

Toda tela travada significa que a placa de CPU precisa ser trocada?

Não necessariamente. Cabo de vídeo, monitor e falhas de memória também causam tela travada ou em branco. O diagnóstico correto exige checar LEDs de status e, quando possível, testar a troca de componentes antes de confirmar que o problema é da CPU.

O alarme 930 sempre indica que a placa está queimada?

Não. Ele pode ser causado por ruído elétrico na alimentação, e não só por falha física da placa. Por isso pode ser intermitente. Ainda assim, indica um problema real que tende a piorar com o tempo e deve ser investigado.

Qual a diferença entre o alarme 930 e os alarmes de memória 910-919?

O alarme 930 é uma interrupção anormal na própria CPU. Os alarmes 910 a 919 são erros de paridade nos módulos de memória SRAM/DRAM. São subsistemas diferentes, embora fisicamente próximos na mesma placa-mãe.

A FNF ajuda a diagnosticar esse tipo de falha antes da troca da placa?

Precisa de diagnóstico ou reparo em um CNC FANUC com tela travada ou que não liga? Fale com o Laboratório Eletrônico ou conheça a Assistência Técnica CNC da FNF Soluções Industriais.

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DRAM x SRAM em Módulos de Memória FANUC: Por Que a Bateria de Backup é Essencial

FABRICANTE
FANUC
FAMÍLIA
Módulos de memória FANUC (DRAM e SRAM)
TEMA
DRAM x SRAM e bateria de backup
LEITURA
4 min

Resumo: módulos de memória DRAM e SRAM cumprem papéis diferentes em um controle CNC FANUC: a DRAM funciona como memória de trabalho volátil, enquanto a SRAM, mantida por uma bateria de backup, armazena parâmetros e programas mesmo com a máquina desligada. Entender essa diferença ajuda a identificar corretamente a causa de uma falha de memória.

Ao repor um módulo de memória FANUC, é comum encontrar dois tipos de componente com função bem diferente dentro do mesmo sistema de controle: os módulos DRAM e os módulos SRAM. Embora os dois armazenem dados, o tipo de informação, a forma de retenção e as causas mais comuns de falha não são as mesmas, e essa diferença é o que determina o diagnóstico correto quando o sistema apresenta um alarme de memória.

01

O que é a memória DRAM em um controle FANUC?

A memória DRAM (dynamic RAM) funciona como memória de trabalho da CPU durante a operação do sistema e armazena dados temporários usados no processamento em tempo real. É uma memória volátil: os dados armazenados nela existem apenas enquanto o sistema está ligado, e são perdidos assim que a energia é desligada. Módulos como o A20B-3900-0041 são exemplos desse tipo de componente.

02

O que é a memória SRAM em um controle FANUC?

Já a memória SRAM (static RAM) armazena dados persistentes: parâmetros de máquina, programas de usinagem e variáveis de macro. Para manter essas informações mesmo com a máquina desligada, o módulo SRAM é mantido energizado continuamente por uma bateria de backup interna: é essa bateria que garante que os dados não se percam entre um desligamento e outro.

03

Por que a bateria de backup é essencial?

  • A bateria mantém a memória SRAM energizada enquanto a máquina está desligada, preservando parâmetros e programas.
  • Uma bateria fraca ou descarregada é, segundo fontes técnicas consultadas, a causa mais comum de alarme de paridade SRAM em controles FANUC.
  • Se a bateria se esgotar completamente, os dados armazenados na SRAM podem ser perdidos, exigindo reinicialização da memória e recarregamento de parâmetros e programas a partir de um backup.
  • A substituição preventiva da bateria, antes do fim da vida útil, evita a perda de dados e o retrabalho de reconfiguração da máquina.
04

Qual a diferença entre DRAM e SRAM?

CaracterísticaDRAMSRAM
Tipo de dado armazenadoDados de trabalho durante o processamentoParâmetros, programas e variáveis de macro
Retenção de dadosVolátil: perde dados sem energiaPersistente: mantida pela bateria de backup
Depende de bateriaNãoSim
Causa comum de falhaDefeito físico no próprio móduloBateria descarregada ou próxima do fim da vida útil
?

Perguntas frequentes

Trocar a bateria a tempo evita perder dados da SRAM?

Sim. Trocar a bateria antes que ela se esgote completamente é a forma mais eficaz de evitar a perda de parâmetros e programas armazenados na memória SRAM.

Um módulo DRAM também depende de bateria?

Não. A memória DRAM é volátil e não depende de bateria de backup: ela armazena dados apenas enquanto o sistema está ligado, durante a operação.

Como sei se meu sistema usa DRAM, SRAM, ou os dois?

A maioria dos controles CNC FANUC série i usa os dois tipos de memória, em módulos separados na placa mestra. A documentação técnica ou o próprio código do módulo instalado ajuda a confirmar qual tipo está em cada posição; a especificação exata deve ser confirmada pela etiqueta original do equipamento ou pela documentação técnica do fabricante.

A FNF fornece os dois tipos de módulo de memória?

Sim. A FNF realiza diagnóstico, reparo e venda de módulos de memória FANUC, tanto DRAM quanto SRAM, sempre mediante confirmação do código completo e da configuração da máquina. Identificar corretamente o tipo de memória e a causa real de um alarme evita substituições desnecessárias.

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Alarmes de Memória em CNC FANUC (SRAM/DRAM): Como Identificar Antes de Trocar a Placa

FABRICANTE
FANUC
FAMÍLIA
CNC FANUC série i (memória SRAM/DRAM)
TEMA
Alarmes de memória 910-919
LEITURA
4 min

Resumo: alarmes de memória em controles CNC FANUC (SRAM e DRAM) têm causas e soluções diferentes, a maioria dos alarmes de paridade SRAM é causada por bateria de backup descarregada, enquanto um alarme de paridade DRAM geralmente indica falha física no próprio módulo de memória. Saber diferenciar evita a troca desnecessária de uma placa.

Quando o painel de um CNC FANUC exibe um alarme de memória, é comum que a primeira reação seja considerar a substituição da placa inteira. Mas nem todo alarme de memória tem a mesma causa: confundir um alarme ligado à bateria com uma falha real de hardware pode levar a uma troca desnecessária. Este artigo explica os principais alarmes de memória dos controles FANUC série i e como identificá-los antes de decidir pela substituição.

01

Como funcionam os alarmes de paridade SRAM (910-911)?

AlarmeDescrição
Alarme 910: SRAM PARITY (BYTE 0)Erro de paridade na RAM de armazenamento de programas de peça.
Alarme 911: SRAM PARITY (BYTE 1)Mesmo tipo de erro, em outro byte da mesma memória.

A causa mais comum desses alarmes, segundo fontes técnicas consultadas, é a bateria de backup descarregada ou próxima do fim da vida útil. Quando a bateria se esgota completamente, o alarme 910 costuma aparecer na inicialização do sistema, e toda a memória de parâmetros e programas precisa ser reinicializada e recarregada a partir de um backup.

02

O que significam os alarmes de paridade DRAM (912-919)?

  • Alarmes na faixa 912 a 919 cobrem erros de paridade em diferentes bytes do módulo DRAM.
  • A numeração exata de cada alarme pode variar conforme o modelo do controle, o número exibido na tela do CNC deve sempre ser conferido na documentação técnica correspondente.

Ao contrário do alarme de SRAM, um alarme de paridade DRAM normalmente indica falha física no próprio módulo de memória: não relacionada à bateria. Nas fontes técnicas consultadas, a recomendação nesse caso é a substituição do módulo, já que reinicializar a memória não costuma resolver esse tipo de alarme.

03

Como diferenciar os alarmes antes de decidir pela troca?

  • Anotar o número exato do alarme exibido na tela do CNC: não só a mensagem.
  • Verificar a idade da bateria de backup e o histórico de troca.
  • Para alarmes de SRAM, tentar a reinicialização da memória (clear RAM) após trocar a bateria antes de cogitar substituição de placa.
  • Se o alarme de SRAM persistir mesmo após bateria nova e reinicialização, ou se for um alarme de DRAM, buscar avaliação técnica do módulo.
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Perguntas frequentes

Um alarme de paridade SRAM sempre indica que a placa precisa ser trocada?

Não necessariamente. A causa mais comum de alarme de paridade SRAM é bateria de backup descarregada. A recomendação usual é trocar a bateria e reinicializar a memória antes de considerar a substituição de qualquer componente.

O alarme de paridade DRAM tem o mesmo tratamento?

Não. Alarmes de paridade DRAM (na faixa 912 a 919) geralmente indicam falha física no próprio módulo de memória DRAM, não relacionada à bateria, a recomendação nas fontes consultadas é a substituição do módulo.

Onde encontro o número exato do alarme no meu CNC?

O número do alarme aparece diretamente na tela do painel operador do CNC FANUC no momento da ocorrência. Anotar o número exato ajuda a identificar corretamente a causa antes de qualquer decisão.

A FNF ajuda a diagnosticar esse tipo de alarme?

Sim. A FNF realiza diagnóstico técnico de placas e módulos de memória FANUC, incluindo avaliação da causa real do alarme antes de indicar reparo ou substituição. Antes de decidir pela troca de uma placa por causa de um alarme de memória, vale confirmar a causa real: muitas vezes o problema é resolvido com uma simples troca de bateria.

Precisa de diagnóstico ou reparo em um CNC FANUC com alarme de memória (SRAM/DRAM)? Fale com o Laboratório Eletrônico ou conheça a Assistência Técnica CNC da FNF Soluções Industriais.